Geral

Procon de Ubá alerta para golpe das esteiras e massageadores ‘milagrosos’
15/06/2015
massageador procon ok

Dra. Tainah Marrazzo mostra alguns dos contratos de compra dos massageadores recebidos no Procon de Ubá (Foto: UP)

O Procon de Ubá alerta para um modelo de golpe recentemente registrado na região: Pessoas batem a porta das casas oferecendo produtos supostamente milagrosos, como massageadores manuais ou em esteiras, que curariam diversas doenças. Os produtos, que são encontrados facilmente na internet por cerca de R$150, chegam a ser vendidos por mais de R$2 mil nesse golpe. Pelo menos cinco empresas, todas situadas na região metropolitana de Belo Horizonte, já atuaram nessa prática em Ubá.

Segundo relato de consumidores que foram até o Procon, os vendedores batem de porta em porta, abordam os moradores de forma incisiva, por vezes agressiva, e algumas vezes até se apresentam como se estivessem acompanhados de médicos. “Já tive relatos de que eles chamam um ao outro como ‘doutor’. Eles vendem esses produtos como promessas de cura de dores musculares, doenças como câncer, artrose, artrite, entre outras. Chegam a dizer que os produtos substituem sessões de fisioterapia, medicamentos, e aí atingem o consumidor em sua fragilidade, que acaba cedendo ao assédio e realizando a compra”, relata a Secretária Executiva do Procon de Ubá, Tainah Marrazzo.

Com o passar do tempo o consumidor percebe que o produto não apresenta o resultado prometido, e aí começam a surgir as demandas no Procon. O número de casos já é considerado alarmante. “São diversas empresas atuando nesse esquema, já constatamos pelos menos cinco, todas oriundas da região metropolitana de Belo Horizonte, vendendo basicamente os mesmos produtos, mas por valores até 10 vezes mais caros do que custariam”, afirma Tainah.

A atuação dos vendedores acontece em bairros periféricos, distritos e Zona Rural. O público alvo são pessoas mais frágeis, já doentes, idosas ou até mesmo analfabetos ou com pouca escolaridade. “Temos cópias de contratos aqui em que as pessoas sequer sabem assinar o nome”, revela a Secretária Executiva do Procon, mostrando documentos em que o consumidor assina com sua impressão digital, outros em que se percebe uma assinatura “desenhada”, claramente atribuída a uma pessoa pouco habituada a escrever.

Ainda de acordo com o órgão de defesa do consumidor, o alerta é para que as pessoas sequer recebam esses vendedores. “Esses produtos não possuem o funcionamento certificado ou comprovado por nenhum órgão, e estão sendo vendidos muito além do preço. Se as pessoas quiserem realmente comprar, que se dirijam até uma loja e tirem suas dúvidas. Mas tenham em mente que o Procon está alertando que não há qualquer comprovação de cura. Não temos como ser onipresentes em todas as situações, precisamos que o consumidor também tome consciência e assuma o controle dessa situação”, alerta Tainah.

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O Procon de Ubá alerta para um modelo de golpe recentemente registrado na região: Pessoas batem a porta das casas oferecendo produtos supostamente milagrosos, como massageadores manuais ou em esteiras, que curariam diversas doenças. Os produtos, que são encontrados facilmente na internet por cerca de R$150, chegam a ser vendidos por mais de R$2 mil nesse golpe. Pelo menos cinco empresas, todas situadas na região metropolitana de Belo Horizonte, já atuaram nessa prática em Ubá.

Segundo relato de consumidores que foram até o Procon, os vendedores batem de porta em porta, abordam os moradores de forma incisiva, por vezes agressiva, e algumas vezes até se apresentam como se estivessem acompanhados de médicos. “Já tive relatos de que eles chamam um ao outro como ‘doutor’. Eles vendem esses produtos como promessas de cura de dores musculares, doenças como câncer, artrose, artrite, entre outras. Chegam a dizer que os produtos substituem sessões de fisioterapia, medicamentos, e aí atingem o consumidor em sua fragilidade, que acaba cedendo ao assédio e realizando a compra”, relata a Secretária Executiva do Procon de Ubá, Tainah Marrazzo.

Com o passar do tempo o consumidor percebe que o produto não apresenta o resultado prometido, e aí começam a surgir as demandas no Procon. O número de casos já é considerado alarmante. “São diversas empresas atuando nesse esquema, já constatamos pelos menos cinco, todas oriundas da região metropolitana de Belo Horizonte, vendendo basicamente os mesmos produtos, mas por valores até 10 vezes mais caros do que custariam”, afirma Tainah.

A atuação dos vendedores acontece em bairros periféricos, distritos e Zona Rural. O público alvo são pessoas mais frágeis, já doentes, idosas ou até mesmo analfabetos ou com pouca escolaridade. “Temos cópias de contratos aqui em que as pessoas sequer sabem assinar o nome”, revela a Secretária Executiva do Procon, mostrando documentos em que o consumidor assina com sua impressão digital, outros em que se percebe uma assinatura “desenhada”, claramente atribuída a uma pessoa pouco habituada a escrever.

Ainda de acordo com o órgão de defesa do consumidor, o alerta é para que as pessoas sequer recebam esses vendedores. “Esses produtos não possuem o funcionamento certificado ou comprovado por nenhum órgão, e estão sendo vendidos muito além do preço. Se as pessoas quiserem realmente comprar, que se dirijam até uma loja e tirem suas dúvidas. Mas tenham em mente que o Procon está alertando que não há qualquer comprovação de cura. Não temos como ser onipresentes em todas as situações, precisamos que o consumidor também tome consciência e assuma o controle dessa situação”, alerta Tainah.

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