Cidade

Edmar Pereira Lopes avalia seus primeiros 90 dias à frente da Superintendência Regional de Ensino
01/06/2015
Edmar Pereira Lopes SRE

Edmar Pereira Lopes, Diretor da SRE Ubá (Foto: Arquivo Pessoal)

Edmar Pereira Lopes nasceu na Fazenda das Pedras, zona rural de Guidoval, em 26 de janeiro de 1968. É graduado em Filosofia pela UFJF, pós-graduado em Filosofia Contemporânea pela PUC/MG e em Formação Holística de Base pela Unipaz e tem mestrado em Educação pela Universidade de Havana. Além das atividades desempenhadas como Diretor da Superintendência Regional de Ensino de Ubá (SRE), Edmar é voluntário na Pastoral da Saúde Alternativa, na Paróquia do Rosário.

No cargo desde 27 de fevereiro, ele já vê avanços em sua liderança. “Estamos conseguindo redesenhar um modelo que passa pelo que nós chamamos de gestão participativa, promovendo relações e ações democráticas, fundadas no princípio da cooperação”, afirma.

Outro ponto que teve andamento nesse período foi a doação de um terreno para a construção de uma escola em Presidente Bernardes, que há 60 anos precisa ser concluída. A escola estadual, atualmente, funciona em um prédio municipal. “O município precisa desse prédio, e ele já não nos atende mais, porque não tem espaço para uma quadra, que é obrigatória por lei, e não tem espaço para laboratórios… Nós conseguimos, através de uma conversa, a doação de um terreno. Com essa doação efetivada, o Estado vai construir uma escola de ensino médio em Presidente Bernardes”, comemora Edmar.

 

“Tudo ao mesmo tempo agora”

Edmar Kenedy

Edmar Pereira Lopes ao lado de Kenedy de Freitas, Diretor da UEMG Ubá, no Encontro de Gestores de abril (Foto: UEMG)

Através de reuniões gerais e de setores, além dos Encontros de Gestores, como o que aconteceu na última quarta-feira (27), está sendo possível fazer um diagnóstico da educação na área de abrangência da SRE Ubá, para elaborar projetos e ações visando melhorar o panorama da região. Mas Edmar é categórico ao afirmar que os primeiros meses de sua gestão não se resumem isso. “Estamos trabalhando muito. Temos equipes muito competentes e treinadas na SRE que facilitam o trabalho. Como diria Arnaldo Antunes, estamos fazendo “tudo ao mesmo tempo agora”. Não temos tempo de fazer só as sondagens e avaliações, o tempo todo precisamos agir! Estamos fazendo planejamentos para o curto, médio e longo prazo”.

Mas o grande avanço dessa gestão, em sua análise, foi o início das atividades da Rede de Apoio Intersetorial pela Paz nas Escolas. O projeto foi aprovado há três anos, mas estava paralisado por falta de apoio. No dia 14 de maio, cerca de 15 entidades sociais, públicas e jurídicas ou filantrópicas se reuniram na Câmara de Vereadores de Ubá, e se comprometeram a fazer parte da Rede. As instituições irão se ajudar, para que não ajam sozinhas, isoladas, sem saber o que a outra está fazendo. Entre elas estão as unidades do CRAS, do CREAS, a Polícia Militar, a OAB Ubá, a FEMAC, além de igrejas católicas e evangélicas. Também apoiam o projeto o Juiz Dr. Nilo Marques Martins Júnior e os promotores Bruno Lana e Thaís Lamim.

Para Edmar, consolidar essa Rede irá consumar uma grande tarefa da SRE. “Porque é preciso construir escolas, mas também é preciso construir ambientes educacionais, saudáveis e educadores. De nada vale um prédio novo e belo, reformado, como estamos pesadamente investindo nas reformas e também na valorização dos professores, se não temos um ambiente escolar saudável, educativo. Quando temos um ambiente educacional saudável, temos mais aprendizagem, temos uma educação pública de qualidade. A Rede de Apoio pela paz nas escolas é uma ferramenta imprescindível para termos realmente a grande meta alcançada, que é a educação pública e de qualidade.”

 

Desafios

O Diretor da SRE Ubá aponta a violência nas escolas como um dos desafios, mas cita também a valorização dos professores e a necessidade de uma “reforma universitária”. Ele aponta ainda uma medida paliativa que a Superintendência de Ubá vem realizando. “Os principais desafios são relacionados à violência nas escolas, e ligados a eles, temos também o resgate da saúde, da autoestima e da valorização do professor. E ainda fazer o processo de ensino e aprendizagem avançar com inovações didáticas e metodológicas. Outra ameaça que temos que enfrentar, que passa, inclusive, por algo que está na agenda dos governos, mas está paralisada, é o que nós chamamos de reforma universitária. Me formei em 1991, e já se sonhava com uma reforma universitária. A universidade não tem formado os professores da maneira que a gente precisa. Nós precisamos de universidades brasileiras que realmente ensinem os professores a ensinar, e isso não está acontecendo. Mas enquanto não acontece essa reforma, nós aqui da SRE, juntamente com a Secretaria Estadual de Educação, estamos pensando e desenhando vários processos formativos para estimular a formação e a capacitação dos professores. A SRE Ubá tem prerrogativas, como já está em andamento, de vários processos de formação, capacitação, formação pedagógica. Mas queremos que isso venha mais sólido das universidades.”

 

Escola e Família

Edmar acredita que a família é fundamental no processo educativo da escola. “Não existe processo educativo na escola, um processo completo, sem a família, porque tudo começa em casa. Escola como instituição social tem obrigação extra. Dentro de uma sociedade muitas vezes fragmentada, a escola precisa se empoderar e assumir o papel formativo também. Já que o aluno não tem uma família, temos que assumir nossa dimensão formativa, não só a dimensão de informação, de transmissão de conhecimentos. Mas com certeza a família continua sendo imprescindível. Entendamos por família a avó que criou, o pai adotivo, o padrasto, enfim… Porque o conceito de família pra mim é: “pessoas unidas que se amam”. A família é indispensável para o processo educacional.”

 

 

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Edmar Pereira Lopes, Diretor da SRE Ubá (Foto: Arquivo Pessoal)

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No cargo desde 27 de fevereiro, ele já vê avanços em sua liderança. “Estamos conseguindo redesenhar um modelo que passa pelo que nós chamamos de gestão participativa, promovendo relações e ações democráticas, fundadas no princípio da cooperação”, afirma.

Outro ponto que teve andamento nesse período foi a doação de um terreno para a construção de uma escola em Presidente Bernardes, que há 60 anos precisa ser concluída. A escola estadual, atualmente, funciona em um prédio municipal. “O município precisa desse prédio, e ele já não nos atende mais, porque não tem espaço para uma quadra, que é obrigatória por lei, e não tem espaço para laboratórios… Nós conseguimos, através de uma conversa, a doação de um terreno. Com essa doação efetivada, o Estado vai construir uma escola de ensino médio em Presidente Bernardes”, comemora Edmar.

 

“Tudo ao mesmo tempo agora”

Edmar Kenedy

Edmar Pereira Lopes ao lado de Kenedy de Freitas, Diretor da UEMG Ubá, no Encontro de Gestores de abril (Foto: UEMG)

Através de reuniões gerais e de setores, além dos Encontros de Gestores, como o que aconteceu na última quarta-feira (27), está sendo possível fazer um diagnóstico da educação na área de abrangência da SRE Ubá, para elaborar projetos e ações visando melhorar o panorama da região. Mas Edmar é categórico ao afirmar que os primeiros meses de sua gestão não se resumem isso. “Estamos trabalhando muito. Temos equipes muito competentes e treinadas na SRE que facilitam o trabalho. Como diria Arnaldo Antunes, estamos fazendo “tudo ao mesmo tempo agora”. Não temos tempo de fazer só as sondagens e avaliações, o tempo todo precisamos agir! Estamos fazendo planejamentos para o curto, médio e longo prazo”.

Mas o grande avanço dessa gestão, em sua análise, foi o início das atividades da Rede de Apoio Intersetorial pela Paz nas Escolas. O projeto foi aprovado há três anos, mas estava paralisado por falta de apoio. No dia 14 de maio, cerca de 15 entidades sociais, públicas e jurídicas ou filantrópicas se reuniram na Câmara de Vereadores de Ubá, e se comprometeram a fazer parte da Rede. As instituições irão se ajudar, para que não ajam sozinhas, isoladas, sem saber o que a outra está fazendo. Entre elas estão as unidades do CRAS, do CREAS, a Polícia Militar, a OAB Ubá, a FEMAC, além de igrejas católicas e evangélicas. Também apoiam o projeto o Juiz Dr. Nilo Marques Martins Júnior e os promotores Bruno Lana e Thaís Lamim.

Para Edmar, consolidar essa Rede irá consumar uma grande tarefa da SRE. “Porque é preciso construir escolas, mas também é preciso construir ambientes educacionais, saudáveis e educadores. De nada vale um prédio novo e belo, reformado, como estamos pesadamente investindo nas reformas e também na valorização dos professores, se não temos um ambiente escolar saudável, educativo. Quando temos um ambiente educacional saudável, temos mais aprendizagem, temos uma educação pública de qualidade. A Rede de Apoio pela paz nas escolas é uma ferramenta imprescindível para termos realmente a grande meta alcançada, que é a educação pública e de qualidade.”

 

Desafios

O Diretor da SRE Ubá aponta a violência nas escolas como um dos desafios, mas cita também a valorização dos professores e a necessidade de uma “reforma universitária”. Ele aponta ainda uma medida paliativa que a Superintendência de Ubá vem realizando. “Os principais desafios são relacionados à violência nas escolas, e ligados a eles, temos também o resgate da saúde, da autoestima e da valorização do professor. E ainda fazer o processo de ensino e aprendizagem avançar com inovações didáticas e metodológicas. Outra ameaça que temos que enfrentar, que passa, inclusive, por algo que está na agenda dos governos, mas está paralisada, é o que nós chamamos de reforma universitária. Me formei em 1991, e já se sonhava com uma reforma universitária. A universidade não tem formado os professores da maneira que a gente precisa. Nós precisamos de universidades brasileiras que realmente ensinem os professores a ensinar, e isso não está acontecendo. Mas enquanto não acontece essa reforma, nós aqui da SRE, juntamente com a Secretaria Estadual de Educação, estamos pensando e desenhando vários processos formativos para estimular a formação e a capacitação dos professores. A SRE Ubá tem prerrogativas, como já está em andamento, de vários processos de formação, capacitação, formação pedagógica. Mas queremos que isso venha mais sólido das universidades.”

 

Escola e Família

Edmar acredita que a família é fundamental no processo educativo da escola. “Não existe processo educativo na escola, um processo completo, sem a família, porque tudo começa em casa. Escola como instituição social tem obrigação extra. Dentro de uma sociedade muitas vezes fragmentada, a escola precisa se empoderar e assumir o papel formativo também. Já que o aluno não tem uma família, temos que assumir nossa dimensão formativa, não só a dimensão de informação, de transmissão de conhecimentos. Mas com certeza a família continua sendo imprescindível. Entendamos por família a avó que criou, o pai adotivo, o padrasto, enfim… Porque o conceito de família pra mim é: “pessoas unidas que se amam”. A família é indispensável para o processo educacional.”

 

 

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